Querido Diário,
Os dias estão estranhos, as pessoas estão estranhas. Tanto que, se o mundo atual fosse um desenho, o Pernalonga constantemente diria: "O que é que há, velhinho?" (risadas altas).
Mas agora, falando sério, está difícil de entender os homo sapiens. Como sempre falo, ainda bem que você é apenas um diário, porque a vida dos seres humanos não está para brincadeira não!
Sabe, ninguém é obrigado a provar nada a ninguém, tampouco a viver para agradar a outros, porém não tem como uma pessoa dizer que é diferente sem demonstrar que realmente é. Por exemplo, eu posso falar que sou uma ótima pessoa e que podem confiar no meu caráter, mas cadê os meus frutos? Cadê as atitudes que me distinguem dos demais? Cadê o meu diferencial em meio à "mistura"?
Bem, apesar de não gostar muito de Paulo Freire, uma frase dele cabe perfeitamente neste pensamento que hoje divido contigo, e a frase é mais ou menos esta: "É preciso diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, até que, num dado momento, a fala seja a prática."
Sei que já está acostumado com à forma com que abordo determinados assuntos, contudo quero ser o mais direta possível, então usarei elementos do clássico bordão de Sherlock Holmes para tentar me expressar: "Elementar, meu caro Watson! Elementar! Quem fala e não faz é como cachorro que late, mas não morde! Portanto, ter atitudes é o que basta, meu caro, atitudes, porque palavras voam!"
Diário, numa loja, todos os produtos são bons, segundo o anunciante, porém, bem sabemos que sempre há alguns com defeitos. E só há uma maneira de sabermos a verdade: abrindo a embalagem.
Enfim, o problema não é ter vários produtos num cesto de R$ 1,99. O problema é um produto de um milhão de reais estar nesse mesmo cesto... Estranho, não?
(Hora do Chá)
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